IIRSA – Estrada é parte de plano maior de integração

Posted on 15 de julho de 2011 por

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Primeira etapa da iniciativa para integrar infraestrutura da América do Sul tem 31 projetos

A rodovia Interoceânica Sul (Iirsa Sul) tem 2,6 mil quilômetros de extensão, divididos em cinco trechos, e é apenas um dos projetos de integração logística dos países da América do Sul, previsto pela Iniciativa para Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana (Iirsa), criada na cúpula de presidentes do continente, em 2000, no Brasil. Há dezenas de outros, em nove eixos que integram os doze países do continente. A lista vai desde a ampliação de aeroportos e o recapeamento de estradas à ampliação da capacidade de hidrovias e a construção de ferrovias.

No eixo Peru-Brasil-Bolívia, do qual faz parte a Iirsa Sul, há ainda a Iirsa Norte, uma estrada de 955 quilômetros entre o porto fluvial deYurimaguas, que permitirá o fluxo de pessoas e mercadorias do porto de Manaus até o porto de Paita, no Norte do Peru, passando em terra por cidades como Rioja, Olmos e Piura, do lado peruano. Como os trechos dois e três da Iirsa Sul, essa estrada tem como empresa líder do consórcio vencedor a brasileira Odebrecht.

De outros eixos integrados pelo Brasil, como o da Hidrovia Paraguai- Paraná, fazem parte projetos como a manutenção da navegabilidade no trecho entre Apa e Corumbá, durante todo o ano, com um calado de pelo menos 10 pés (cerca de três metros e meio). E a construção de um sistema de transportes multimodal que permita a transposição da represa de Itaipu e melhore a navegabilidade de seu lago.

Cronograma

Na agenda completa de integração, para o período 2005-2010, foram incluídos 31 projetos, orçados originalmente em US$ 14 bilhões. Entre eles, há a construção de estrada entre as cidades bolivianas de Pailón, perto de Santa Cruz de la Sierra, e Puerto Suarez, vizinha de Corumbá. E estudos para outra, de Boa Vista (RR) a Georgetown, na Guiana.

Além da Odebrecht, participaram da construção da Iirsa Sul no Peru as construtoras brasileiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão. Reunidas em consórcio, elas são responsáveis pela recuperação e operação do trecho quatro da rodovia, que liga Inambari a Azángaro (veja mapa). Os trechos um e dois ficaram a cargo da peruana Graña Y Montero e da equatoriana Hidalgo y Hidalgo, respectivamente. A estrada toda custou cerca de US$ 2 bilhões.

Publicado em http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/brasil-economico/2011/07/15/estrada-e-parte-de-plano-maior-de-integracao

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