Mais uma história será contada…

Posted on 3 de maio de 2010 por

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Por OPA

Diariamente nos deparamos com noticiários dos telejornais informando o aumento da violência nas grandes metrópoles e até mesmo em cidades interioranas. No entanto, a informação que nos é transmitida pela grande mídia remete, automaticamente, a uma política que culpabiliza os jovens da periferia como sendo os praticantes das ações violentas,  posionando-se em defesa de políticas de segurança pública.

O que a mídia não mostra é que os jovens das periferias, estereotipados por ela mesma como agressores em potencial, são os que mais sofrem a política higienista e racista do Estado, sendo estes freqüentemente violentados pelos aparatos policiais, simplesmente por serem negros e pobres.

Esta prática de criminalizar a pobreza e querer controlá-la por meio de aparatos repressores existe desde o período cololonial. E a antiga receita do Estado é simples: junte muita opressão e exploração com muito racismo. Adicione uma mídia burguesa e muito cinismo. Coloque tudo isso na região mais periférica da cidade e pronto! Temos as agressoes e as injustiças realizadas pelos serviços de segurança pública contra o povo pobre.

O número de jovens das periferias que são frequentemente violentados e até assassinados pelo simples motivo de serem negros e pobres é assustador. E tudo isso é resultado de uma política pautada no lema da Segurança Pública.

Foi neste contexto social que J. , jovem de 18 anos, negro, morador da perifera de Guarulhos relatou já ter vivenciado diversas situações de discriminação e de violência policial, por ser considerado “vagabundo” e “criminoso” pelos agentes da segurança do Estado. “Eles não querem nem mais saber quem eu sou, para onde vou e nem de onde vim. Já não tem nem mais conversa, logo partem para cima”.

S., 17 anos, negro, morador da periferia da cidade de Diadema, tem relatos parecidos: “Aqui em Diadema pode ser qualquer um a te agredir- policia civil, miltar, GCM, segurança de loja. Eles apavoram, te levam pra um lugar qualquer que não tenha ninguém, fazem o que querem fazer”.

Estas situações nos faz resgatar o falso significado da abolição da escravatura de 13 de maio de 1888 e a falsa idéia de fim do regime ditatoria. As práticas contra a juvente são frequentes e abusivas, chegando a assassinatos.

Nós, enquanto organizações sociais devemos denunciar não só a criminalização dos movimentos sociais mas também denunciar a criminalização contra a pobreza, e estarmos unidos pelo fim deste Estado opressor. Neste próximo dia 13 de maio façamos um resgate histórico e movimentamo-nos com força para que nossas lutas nao sejam como a abolição – para ingles ver.

Pelo fim da violencia contra a juventude da periferia!

Pelo fim desse Estado racista e higienista!

Pela autoorganização e luta do povo pobre em busca de justiça social!

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