13 de Maio, Dia de Luta MAIS UM MAIO SEM ABOLIÇÃO… MÃES DE MAIO SEM REPARAÇÃO!

Posted on 3 de maio de 2010 por

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13 de Maio, Dia de Luta
MAIS UM MAIO SEM ABOLIÇÃO…
MÃES DE MAIO SEM REPARAÇÃO!
GENOCÍDIO HISTÓRICO
A história dos africanos(as) seqüestrados(as) para o Brasil, e de seus descendentes negros(as) e pobres no país sempre foi marcada por muita exploração, racismo e violência de todos os tipos. A colonização de sociedades e de culturas inteiras e a mercantilização de seres humanos, escravizados na base da força, gerou a principal raiz de nossas desigualdades e de nossa falta de liberdade, prolongando junto à expansão do capital, uma herança escravista e racista que nunca fora abolida nem superada. Muito pelo contrário, se intensifica!
VIOLÊNCIA E INJUSTIÇA ATUAL
Nunca tivemos uma Abolição Verdadeira. Ao contrário, o que vivemos nas últimas décadas, em plena vigência do que chamam de “estado democrático de direito”, tem sido um aprofundamento da exploração, da falta de direitos básicos, da descartabilidade econômica, além da criminalização e da violência generalizadas. Essa realidade se explicita no cotidiano dos negros(as) e pobres moradores de favelas e comunidades periféricas: o encarceramento em massa, sobretudo de jovens negros; o vertiginoso aumento das taxas de homicídios, principalmente das execuções sumárias feitas por agentes policiais e grupos de extermínio; a política de remoção e despejo, casada a um verdadeiro racismo ambiental; a péssima qualidade dos serviços de saúde e ensino básico aliada à elitização das universidades públicas. Isso é feito visando manter as relações escravocratas entre a elite dominante e a maioria da população negra, pobre, subalternizada e estigmatizada.
Segundo pesquisa divulgada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, UNICEF e Observatórios de Favelas (dia 21/07/2009), mais de 33.5 mil jovens serão executados no Brasil no curto período de 2006 a 2012. Os estudos apontam que os jovens negros têm risco quase três vezes maior de serem executados em comparação com os brancos.
AÇÃO E RESISTÊNCIA
Nossos movimentos de resistência chamam este processo de violência contra a população afrodescendente de “Faxina Étnica”, “Genocídio do Povo Negro e Pobre”, “Genocídio Periférico”, ou “Políticas de Extermínio”. Independente do nome dado à esta tragédia humanitária, o mais importante é que todos(as) nós temos o mesmo diagnóstico sobre a gravidade da situação. E a partir dela lutamos unidos! Com objetivos comuns de Liberdade!
CRIMES DE MAIO DE 2006…
2007… 2008… 2009… 2010…
Em maio de 2006 o estado de São Paulo vivenciou um dos episódios mais emblemáticos da situação de violência contra negros e pobres: policiais e grupos paramilitares de extermínio ligados à PM promoveram um dos mais vergonhosos escândalos da história brasileira. Em uma cínica e mentirosa “onda de resposta” ao que se chamou na grande imprensa de “ataques do PCC”, foram assassinadas no mínimo 500 pessoas – que hoje constam entre mortas e desaparecidas. A imensa maioria delas – mais de 500 jovens negros, afro-indígena-descendentes e pobres – executada sumariamente sem qualquer possibilidade de defesa. Sem dúvida, o maior Massacre da história brasileira recente!
POR QUE LUTAR?
Motivos não faltam: Lutamos por todas as razões acima! Lutamos por uma VERDADEIRA ABOLIÇÃO! Lutamos por Reparações para o Povo Negro! Lutamos pela Memória, pela Verdade, por Justiça e por Liberdade! Lutamos pelo Desarquivamento e Federalização dos Crimes de Maio de 2006! Pelo Fim do Genocídio e da Faxina Étnica contra o Povo Negro, Pobre e Periférico! Lutamos pela inclusão da população negra nas universidades públicas gratuitas! Lutamos por Cotas para negros(as) um universidades, serviços públicos e mercado de trabalho! Lutamos por políticas públicas efetivas, pelo direito das populações Sem-Terra, Quilombolas e Indígenas.
JUNTE-SE A NÓS!
UNEAfro-Brasil, Círculo Palmarino, MNU, Mães de Maio, Acat-Brasil, APEOESP/ Corrente Alternativa, Associação Amparar, Fórum Centro Vivo, IBCCRIM, Justiça Global, MNDH, Movimento Moradia do Centro, Rede Extremo Sul, Sindicato dos Advogados, Sujeito Coletivo USP, Tribunal Popular, UMM/SP, Núcleo de Consciência Negra na USP, Rede Contra Violência – RJ, Tortura Nunca Mais – SP
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