“1 de MAIO – Mulheres trabalhadoras, a luta também é nossa !”

Posted on 30 de abril de 2010 por

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“1 de MAIO – Mulheres trabalhadoras, a luta também  é nossa !”

Por OPA

Durante todo o período histórico fomos nós, mulheres, que estivemos na linha de frente no enfrentamento das lutas sociais. Unidas pelo sentimento de solidariedade, as mulheres do passado, organizadas, lutaram pelo sustento de seus filhos, por direitos e igualdade social.

Ainda hoje, somos quem nos deparamos com as diversas dificuldades do cotidiano: trabalhamos fora e dentro de casa, levamos os filhos à creche, à consulta médica. Trabalhamos com máquinas, com telemarketing e com faxinas, nas cidades; com enxadas, nos campos. Ajudamos nossos companheiros em suas dificuldades e realizamos as visitas dominicais a “Fundações CASA” e prisões. Somos quem choramos pelas agressões policiais contra nossos filhos, somos quem sofremos violências sexuais. Somos discriminadas e duplamente exploradas.

Mas, somos, essencialmente, fortes, como as mulheres do passado que com muitos esforços tiveram grandes conquistas ao deixarem o silêncio, rejeitando as flores em troca da luta pela liberdade!

Precisamos aprender com elas e escrevermos no presente uma organização de mulheres que se oponha as organizações feministas atreladas ao Governo e que indique lutas efetivas junto à classe trabalhadora, visando acionar estratégias de luta contra o que nos atinge diariamente: o patronato e o machismo! Junto aos companheiros trabalhadores também explorados, conquistaremos meios para a superação do desemprego, das demissões e dos rebaixamentos salariais, ocasionados pela exploração e opressão dos patrões.

Trabalhadoras da limpeza, do campo, das fábricas, do telemarketing, dos serviços públicos, das empresas…

JUNTAS NA LUTA!

Pelo aumento salarial da classe trabalhadora – igualdade no salário entre homens e mulheres – e pela redução da jornada de trabalho!

A condição feminina sempre foi argumento usado para justificar as injustiças contra as mulheres trabalhadoras. Ainda hoje essas injustiças ocorrem dentro dos espaços de trabalho, em que nós mulheres, muitas vezes, recebemos salários menores do que os homens, ocupando o mesmo cargo, além de sofrermos relações de opressão praticadas pelo patronato, como assédio moral. E ainda, após um longo dia de trabalho, somos submetidas a trabalhar dentro de casa, com as atividades domésticas.

É neste contexto que a precarização do trabalho e o trabalho terceirizado entram em cena admitindo, em sua maioria, trabalhadoras, com o discurso da menor quantidade de horas de trabalho para que a mulher tenha tempo de cuidar dos afazeres domésticos. No entanto tal trabalho é mal remunerado, pouco valorizando e sem garantia alguma dos direiteos trabalhistas, caracterizando a forte exploração da mão-de-obra feminina.

Por isso que exigimos redução da jornada de trabalho, aumento salarial e igualdade no salário entre homens e mulheres.

Pelo fim do preconceito, dos assédios morais e opressões contra as mulheres nos espaços de trabalho!

São muitos os casos de mulheres que são alvos de preconceitos, assédios morais e opressões dentro dos espaços de trabalho, sendo freqüentemente pressionadas e agredidas moralmente por serem consideradas frágeis. Tais situações ocasionam em demissões forçadas por parte das trabalhadoras por não aguentarem mais os espaços de trabalhos, sendo assim benéfico para o patronato que deixa de pagar direitos trabalhistas.

Estamos cansadas de sofrer estas situações e por isso devemos nos unir para acabar com os assédios morais que tanto prejudicam nossos trabalhos e nossas vidas pessoais.

Por políticas que garantam creches, lavanderias e refeitórios públicos!

As tarefas domésticas e a educação dos filhos ainda caem sobre as costas das mulheres. Esta segunda jornad a de trabalho consome de nós ainda mais energias físicas e psicológicas, não permitindo que tenhamos tempo de descanso para  darmos atenção tranquilamente a nossos filhos e a nós mesmas. Neste caso, garantir serviços públicos como creches, lavandeiras e refeitórios facilitariam nossas vidas, e permitindo horas vagas para o lazer e dedicação de outras atividades de nosso interesse. Temos direito em conquistar tempo para cuidar de nós mesmas e acabar com a idéia de que as tarefas domésticas são coisas de mulheres!

Pela garantia dos direitos trabalhistas e em defesa dos direitos das trabalhadoras gestantes!

Durante os anos, as mulheres foram conquistando direitos, sendo que até  1988 as mulheres trabalhadoras grávidas só tinham o salário-maternidade no período de quatro semanas antes e oito semanas depois do parto, que atingia, por volta de uns 84 dias. Após, a mulher teve prioridades alcançadas, o salário-maternidade foi aumentado. Porém, atualmente, estamos perdendo aos poucos estes direitos conquistados visto que muitas mulheres gestantes sofrem de maneira abusiva com os ataques dos patrões, que ao invés de respeitarem o corpo e a condição das mulheres-mães, ignoram a situação, exigindo que trabalhem horas seguidas em funções que necessitam de esforços físicos ou/e estressantes, mesmo que na condição de gestantes. Quando não isto, são ameaçadas e por vezes demitidas.

Lutemos pela garantia dos direitos das trabalhadoras gestantes, priorizando a saúde, a licença-maternidade, a garantia do emprego e a estabilidade no trabalho!

O lugar das mulheres trabalhadoras é na luta!

Pela organização das mulheres trabalhadoras!

Por uma sociedade Sem patrões e sem opressões!

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